quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Tudo muda, e tudo vai mudar.

Vejo que a cada problema nascem mais e mais problemas, vejo que tudo é motivo de desentendimento quando você não tenta busca a resposta além das palavras, vejo que a lógica não é tão forte assim, e a cada atitude podemos nos machucar mais ainda, podemos sair cheia de cicatrizes quando estamos em momentos delicados, e vejo que nem todo cuidado do mundo é suficiente agora... Me revolta saber que em um segundo tudo muda, e fica tudo tão pesado que eu chego a pensar em desistir, fica confuso pra mim quando sei que o erro é meu mais por alguém motivo eu o jogo pro lado, esperando muito mais de você... Me sinto outra vez distante e perdida, mais dessa vez é diferente tudo vai mudar você vai ver, não vou mais te contamina com minha tristeza vou guarda-la somente pra minhas noites frias, não vou deixar que elas interfiram dessa vez.. Eu já vi que ninguém é capaz de entender meu silencio, ninguém consegue decifrar meu olhar então eu prefiro que seja assim. Chego a pensar que o erro é meu, pois todos estão contra mim, mais quando tentando fugir me deparo com a realidade e que vejo que ninguém me entendeu realmente como dizer que o erro é meu se ninguém sabe realmente o que sinto e o que eu passo? E pra falar a verdade que se dane todo mundo eu cansei de tudo isso, cansei de chora sozinha, cansei do mundo, eu não vou mais me importa tanto assim com as pessoas, vou ser egoísta e pensa apenas em mim, apenas na minha felicidade, vou dar a volta por cima, vou mostrar que sou capaz de sobreviver sem precisar de ninguém, vou mostrar que sou muito mais do que vocês podem ver, vou mostra o quão forte eu posso ser, porque na verdade cansei de ser fraca, não vou mais escutar ninguém, vou apenas seguir e deixa tudo pra traz. [minha autoria] 

Saudade.

Um sentimento que me domina quando você não está por perto, um sentimento que me faz ver o quanto sinto sua falta, o quanto te amo, o quanto você se tornou importante pra mim, me mostra como seria difícil viver sem você. Meus dias e noites sem te ver parecem uma eternidade, tão vazia, tão sem alegria, tão chata e sem graça, no meu coração sinto um aperto, uma pontada de dor, uma vontade incontrolável de correr ao seu encontro, meus pensamentos voam até você em uma velocidade jamais vista, meus olhos procuram por você mesmo sabendo que estás a quilômetros daqui, meu coração não para de gritar, fecho os olhos na intenção de te encontrar, logo imagino nós dois abraçados, vejo o quanto te amo, o quanto preciso de você e luto pra abrir os olhos, pois sei que não estará aqui. O que me conforta é saber que amanhã eu posso te ver, posso te abraçar, vou poder olhar em seus olhos, ouvir sua voz, isso é o que me anima em dias como este em que você não esta aqui. Vou contar-lhe um segredo, às vezes me sinto uma criança cheia de medos, e o meu maior medo é te perder um dia, tenho medo de que você um dia se torne passado, medo que um dia você não esteja mais no meu presente, medo que um dia o futuro chegue e eu já não tenha mais você comigo. Sabe o que mais tenho medo? Tenho medo de depender de você, porque eu me sinto assim agora, dependendo de você pra ser feliz, dependendo de você pra sorrir, até mesmo pra viver, tenho medo, muito medo, pois não quero nem imaginar minha vida sem você, acho que você ainda não sabe mais eu sinto que te amo além de tudo isso, sinto que não existe um amor maior que o meu, te amo muito mais do que Romeu amou Julieta, por você faço tudo, morreria quantas vezes fosse preciso, te amo desde que nasci só não sabia disso, isso explica o porquê durante muito tempo me sentia incompleta e vazia, era apenas você que me faltava. [minha autoria]

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Não sei exatamente o que quero, nem porque choro, tenho medo mais o escondo, tenho infinitas dores e nada foi capaz de anestesia-las, tenho ódio dentro de mim mesmo quando sei que isso só irá prejudicar, pois com este só irei obter mais coisas negativas. Pergunto-me, que tipo de pessoa é essa que quer ser feliz, mais não caminha em direção da felicidade? Que pessoa é essa que teme tanto a ilusão e acaba esquecendo-se de viver a realidade? Que pessoa é essa que vive sem vontade, e se arrasta para mais um dia? Que pessoa é essa que se esconde e foge quando alguém se aproxima? Essa pessoa é o resultado de noites em claro, é essa pessoa que viveu de perto a realidade de estar sozinha no meio de um mundo tão imenso, essa pessoa descobriu da pior forma que as pessoas já não têm amor ao próximo, aprendeu que na maior parte da vida ela acaba se tornando o alvo de críticas, essa pessoa já teve esperança um dia, mais também já cansou de esperar por coisas impossíveis. [minha autoria]
Pessoas passam e me veem, talvez julguem minha vida perfeita, coisa que anda bem longe, pessoas que admiram meu sorriso e não sabem o quão falso ele pode ser, pessoas que me olham nos olhos mais que jamais poderão me entender, pessoas essas que escutam minhas palavras mais não sabem ao certo quem sou eu... Pessoas vêm e vão, mais dentre tantas nunca encontrei alguém que chegasse tão perto de me conhecer assim verdadeiramente, alguém que mesmo sem saber do que sou capaz acredita e confia em mim mesmo que de olhos vendados, pessoa é essa que me encanta. É ela quem chega perto de adivinha até meus pensamentos, é quem me traz a luz, jamais encontrei em meu caminho alguém que me trouxesse tal segurança que com apenas uma palavra pudesse me acalmar, que com apenas um olhar eu soubeste que em você eu posso confiar. [minha autoria]
Estava ela tão bem, digamos que até feliz, pensava ela que estava enfim superando os problemas, pensava que estava mais forte, achava que de algum jeito as coisas podiam mudar... Ela chegou a pensar que as coisas tinham ficado no passado, ela já usava seu melhor sorriso e retirava aos poucos sua máscara. Mas como sempre acontece aos poucos a tristeza volta de novo, e com apenas algumas palavras o mundo que ela tentava construir desmorona mais uma vez, ao menos ela reconhece seus erros, mesmo sem entender o porquê o mundo insiste em lhe fazer sofrer, ela não quer dinheiro ou poder, ela quer apenas o amor e a felicidade; ela não entende nada, e mesmo já cansada, mesmo sem saber a direção ela corre, mesmo de olhos fechados ela pode sentir aquilo que ninguém é capaz de entender, mesmo cheia de dor e cicatrizes ela já não pensa mais em desistir. [minha autoria]  
Vejo pessoas que admiro indo embora cedo e percebo o quanto a vida é curta. Não quero viver pouco tempo, por mais que minha vida seja intensa. Quero poder me ver morrer aos poucos, ver minha pele flácida e meu rosto velho no espelho. Quero poder olhar pra traz e dizer que no meu tempo era tudo diferente, mesmo sabendo que por mais que as coisas se transformem elas sempre são as mesmas. Quero poder contar para os meus netos histórias que eu vivi em um tempo distante que não volta mais. Contar sorrisos, lágrimas, aventuras, amores, encontros, pessoas, ilusões, desilusões, cicatrizes, medos, sonhos e realizações. Quero poder ter a certeza de que vivi cada gota do que é meu por direito. Não quero que me sobre vida, não vou economizá-la. [minha autoria]

domingo, 23 de outubro de 2011

Não consigo mais encarar as coisas. Tenho medo da verdade. Tenho medo de parar pra pensar e chegar em  alguma conclusão que eu não quero chegar. Não quero aceitar que cresci. Não quero enxergar que já sou uma mulher que tem que resolver seus próprios problemas.  [minha autoria]
Quero precisar de alguém, que também precise de mim. Alguém que compartilhe a vida comigo. Que divida os segredos, que me conte as suas histórias. Quero alguém que me conte os seus medos, e que me deixe protegê-la. Alguém que seja sincera. Alguém que não tenha vergonha de ser carinhosa e fofa. Quero alguém que sorria quando me ver. Alguém que não minta. Quero alguém que se entregue por inteira, e que seja verdadeira. Alguém que tenha atitudes que condizem com as suas palavras. Alguém que tenha ciúmes, mas que não deixe ele acabar com a nossa relação. Quero precisar de alguém, que esteja disposta a ser minha de verdade. [minha autoria]

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Domingo, 16 de outubro de 2011.


Oi, meu nome é Jessica, tenho 16 anos. Ontem eu estava na casa dos meus tios, coisa normal de se acontecer nos domingos. Claro, já decorei o que sempre acontece lá; festa, bebedeira, risadas, dançinhas, e tudo mais. Mais ontem, o meu domingo foi diferente. Estava eu, e minha prima subindo as escadas, pra irmos até o apartamento de minha tia, mais minha prima decidiu não subir, pois estava com preguiça. E claro, eu precisava pegar a bolsa que estava às roupas do meu irmão, então pedi pra ela que me esperasse que eu já desceria.  Eu subi todas as escadas, sem medir esforços. Cheguei lá, abri a porta do apartamento, e estava lá, meu tio, fiquei quieta, pedi licença, e fui pegar a bolsa do meu irmão. Peguei a bolsa, e fui até a sala, cheguei na sala. Levei um susto, ele me pegou fortemente pelos braços, eu fiquei imóvel, eu não conseguia gritar, eu não conseguia falar nada. Fiquei apavorada, tentei sair de seus braços, cada vez mais ele me apertava. Eu não sabia o que eu fazia, ele me colocou na parede, começou a cariciar meu corpo, começou a beijar meu pescoço. Naquele momento eu pedi pra morrer. Ele tentou tirar a minha roupa, mais não tinha como. Pois ele sabia que à qualquer momento alguém poderia chegar. E isso foi a minha salvação, pois o pior não foi isso, o pior foi quando ele baixou as calças, e pediu para que eu fizesse aquilo, aquilo mesmo. Mais eu não consegui, eu comecei a passar mal. E mesmo que ele quisesse, nunca isso iria acontecer. Ele podia me bater, me espancar, mais eu não ia fazer o que ele queria. Eu estava com nojo, muito nojo. Ele escutou barulho de gente nas escadas, me jogou no chão, e sentou no sofá, como se nada tivesse acontecido. Fui até o banheiro, me tranquei, chorei, chorei muito, fiquei com nojo, nojo de mim, de me olhar no espelho, e ver que um homem asqueroso tocou no meu corpo. Sai do banheiro correndo, abri a porta, e não olhei pra trás. Passou bastante tempo, e pedi pra vir embora minha mãe pediu para que meu primo trouxesse a gente pra casa. Parece que aquele homem, adivinhou que eu tinha que me despedir deles. Adivinhou que a gente estava indo embora, dei de cara com ele na porta. Dei tchau pra ele, ele me olhou me puxou, e olhou fixamente pra mim, e disse, volte no final de semana que vem. Naquele momento, minhas lágrimas não se conterão, quando percebi, não avia mais o que fazer.  Ele disse que se eu contasse pra alguém, ele ia fazer algo comigo. Naquela hora, eu não medi as consequências. Mais como pode? Ninguém acreditou em mim, nem mesmo minha mãe. Quem me dera se meu Pai ainda estivesse aqui, ele iria ver que eu não estava mentindo, e mataria aquele homem, que abusou de mim. Estou me sentindo um lixo. Estou com nojo de mim. Estou com nojo de me olhar no espelho, e me lembrar das mesmas senas a todo momento.  

sábado, 8 de outubro de 2011

No meu quarto existe uma janela. Através dela eu consigo ver o mundo. Um mundo estranho. Cheio de seres estranhos. São todos iguais, mas de uma maneira diferente. Da minha janela vejo um cigarro. O cigarro pertence a uma menina de cabelos pretos e olhos azuis. Ela fuma porque a mãe uma vez citou que os filhos dela nunca haviam de fumar. Ela fuma porque um desempregado que carregava uma pasta preta gritou no metro que fumar era uma das maneiras mais lentas e prazerosas de morrer. Ela fuma porque está aborrecida. Aborrecida com o namorado por fazê-la esperar. Aborrecida com a mãe por ser uma alcoólatra que afirma que fumar é feio. Aborrecida com o desempregado da pasta preta por ser velho demais para ela. Ela está aborrecida com o mundo, por tê-la feito esperar ansiosamente pelos 16, para depois mostrar-lhe que era melhor ser uma criança. Um estranho ser a menina dos cabelos pretos e olhos azuis. Estranhamente interessante. Outro ser estranho é o dono da pasta que está no lixo. O dono é um homem alto de cabelos castanhos. Com trinta e poucos anos, todos os dias sai de casa ás 7h30 e vai apanhar o metro. Sempre carregando a mesma pasta castanha e com o cabelo imaculadamente penteado para trás. Esta manhã ele finalmente trocou de pasta. Saiu com uma preta. Completamente descabelado e com a barba por fazer ele corria rua abaixo para apanhar o metro. Já eram 8h30. Fiquei contente por ele. O homem finalmente mudou de rotina. Voltou hoje mais cedo do trabalho. Gritando penso eu de alegria. Alegria por estar livre daquele trabalho. Alegria por estar livre da rotina. Livre para fumar. Para beber. E julgando pelo facto da pasta preta ser feminina, livre para se divertir. Entrou em casa atirou a pasta castanha pela janela, atirando com ela o stress e o medo de viver, e foi para o quarto sendo puxadas por mãos delicadas, donas de umas unhas vermelhas. Eu sei. Seres extremamente estranhos. Mas não são os únicos. Tem o namorado da menina dos cabelos pretos e olhos azuis, que agora está com a sua namorada. Sim a sua outra namorada. Uma menina loira de olhos castanhos. Consigo vê-los da minha janela. As suas mãos inexperientes percorrem o corpo ainda verde da menina loira dos olhos castanhos. Ele sente-se desconfortavelmente bem. E sabem por quê? Porque a dona do cigarro está a espera dele. É uma satisfação estranha a desse rapaz. Existe também o velho dono do café onde a menina comprou os cigarros. Ele é um velho triste. A vida inteira trabalhou no seu café na esperança de transformá-lo num restaurante, mas não conseguiu. E todos os dias ele fecha-o com a cara baixa, para depois olhar para o céu esperançoso por um novo dia. Mesmo sabendo que este vai ser igual ao anterior. Da janela do meu quarto vejo muitos seres estranhos. E o mais estranho penso ser a rapariga das unhas vermelhas. Ela tem cachos castanhos e olhos pretos. Ela diz ser uma artista. E todos os dias senta-se a janela do seu quarto e observa o mundo e os seres iguais, mas estranhamente diferentes que nele habitam. Ela critica o rapaz das duas namoradas, por ele e a menina loira dos olhos castanhos enganarem a menina dos cabelos pretos e olhos azuis. Ela sente pena do velho que não conseguiu realizar o seu sonho de ter um restaurante, e todo o dia trabalha num pobre café para depois ir para casa sozinha. Ela gosta do homem alto da pasta castanha. Sempre gostou dele. Ainda que platonicamente. Mas nunca o disse. Ela não podia dizê-lo. Afinal ela era uma artista que conhecia o mundo da sua janela. Sabia que o velho acabou sozinho. Sabia que a dona do cigarro esta noite havia de ficar com o coração partido. E sabia que ele era fiel à sua pasta castanha. Só não sabia que as coisas não são o que aparentam ser. Não sabia que depois da noite de ontem, o homem alto deixaria a pasta castanha no lixo, trocando-a por uma rapariga de olhos pretos, unhas vermelhas, cachos castanhos e dona de uma pasta preta. Uma rapariga que todos os dias sentava-se a janela observando um mundo que ela julgava conhecer. Ela não sabia que o velho olhava para o céu agradecendo a vida pela esposa que o esperava em casa. E que todas as noites ele e a mulher sentavam na varanda apreciando o luar e o amor que ainda existia. Ela não sabia que a menina dos cabelos pretos e olhos azuis tinha um amigo, que todas as noites levava-a a casa. E que esta noite havia confessado os seus sentimentos, saboreando assim os lábios confusos com sabor a café e a cigarro dessa menina. Ela não sabia que a dona do cigarro, deitou o que restava do maço no lixo. Porque agora já não precisava esperar. Tanta coisa que ela não sabia. Que ela não conhecia. Ela também não sabia que ela não passava do reflexo de uma artista dona de umas unhas vermelhas. Um reflexo que todas as manhãs eu observo da janela do meu quarto. [minha autoria]
Nunca entendi o porquê de tanta intriga e de onde vem tanto prazer em falar mal das pessoas. Nunca entendi milhares de coisas que as pessoas fazem. E (não vou ser hipócrita) que eu também fiz um dia. Nunca entendi a graça de reprimir seus desejos simplesmente para não ter que passar pelos olhos impiedosos das pessoas que vivem para julgar os outros. Nunca entendi. Parece um jogo onde falta demais ou sobra de menos. Falta algo na vida de algumas pessoas, sobram vontades na vida de outras. Parece que às vezes falta tanto que preferem encontrar nas outras pessoas, simplesmente por prazer de julgar.  Falta vida.  Até que por fim, passei a perceber, e consequentemente entender, que certas pessoas são assim, porque são.  Porque existem milhares de personalidades lá fora e que toda essa diferença constrói o que vivemos todos os dias. Passei, então, a me render sem medo do que o universo alheio pode entender ou falar. Já experimentou tampar os ouvidos e seguir seu coração? Então. Renda-se às vontades, às virtudes, a você. Renda-se à chuva, ao calor. Renda-se aos sentimentos e a aquela voz intuitiva que lhe diz o que fazer e que você nunca sequer escutou. Renda-se sem se preocupar com o certo ou com o errado. Erre de coração, acerte com prazer. Se jogue na eterna dança que é viver. E sem medo nenhum de errar a coreografia. [minha autoria]

Pulsando.

De certa forma, se você ainda me sente-me tranquilizo. Eu sei que a chama, ou vulcão, ou labaredas; como quiser chamar. Ainda está aí em algum lugar desse peito, escuro. Não esfriou, está pulsando. Repousa-te sobre meus ombros, esconde tuas dores sobre as minhas, eu aguento. Por você me faço mais forte, me faço mais bonita. Corto o cabelo, desfilo, escrevo sobre as nuvens poemas que ainda não inventei, bebo sonhos, leio noites mais longas. Eu te aqueço, e você me aquece. Eu te faço descansar, pirar, tresloucar. Acredite amanhã o fogo esfria e eu te esqueço. Mas hoje não, agora não. Está pulsando, coloque tuas mãos, sinta. Toca, o ritmo é frenético. Além de sentir, ouça um pouco também. Ele está desesperado chamando o seu nome. Pobre coração, apaixonado. Já passa da meia-noite. Você dormiu, ela também. [minha autoria]
Aquela noite, você ainda lembra? Não. Eu sei que não, eu amei por nós duas. Eu tinha fome, muita fome. Você tinha sono. E todas as outras noites que eu te amava em segredo, você estava dormindo, como um anjo. E eu sempre à sua espreita, mas nunca dava o bote. Não pense que agora eu não penso em você, sim. Eu penso todos os minutos, segundos, dias, milênios, encarnações. Mas, no fundo eu sei que isso não vai dar pé. [minha autoria]

Acreditar: é isso que esperamos dos que nos leem. Eles nos escutam, mas não nos levam a sério. Eles nos esperam, mas não nos entenderiam. Os motivos pelos quais te escrevo são tão claros que nem eu mesma sei. Somos moldáveis, falamos e soa como se estivéssemos a pronunciar palavras soltas, vagas, que sempre deixam o corpo vazio, o copo vazio, palavras que nos deixam sedentos. A sede é outra. O delicioso cigarro que me mata um pouco a cada dia, é o mesmo pelo qual me apaixono. Ele é verdadeiro, não camufla suas reais intenções. Compro-lhe e presto muita atenção nas tais palavras, venenosas, doces para os meus olhos-ouvidos-boca-corpo: fumar mata, faz mal. E eu entendo perfeitamente a sua preocupação com quem o traga. Anunciar e destruir. 365 dias se vão todos os anos, um por um. E veja, palavras ainda são vistas como brinquedo. Estão sempre soltas, desconexas... Ou simplesmente anunciando um suicídio, um pequeno suicídio particular. Necessário.[minha autoria]
Você busca caminhos diferentes, mas as estradas são as mesmas. Todos os lugares vão para lugar nenhum. O vazio e a sensação que tudo continua passando, sem sentimento ou poesia, pois o que nos guia hoje amanhã não terá sentido algum. É assim. Enquanto todos os jardins tem um destino previsível, as flores morrem todos os dias, as pessoas morrem todos os dias. Quem sabe tudo o que precisamos sejam de flores que durem mais, flores ou amores. Alguém um dia fez sua realidade sentir que destino só existe pra quem se deixa acreditar (isso também serve pras flores). O destino é traiçoeiro, na verdade ele não existe. Pontos cegos de vista que criam estórias enquanto deixam a vida passar, nem dá pra ouvir ou ver ou segurar ou sorrir. Não é tempo perdido observar as estrelas e toda sua capacidade de preencher mentes vazias. A sua mente vazia, o copo vazio diante de todas as outras pessoas igualmente vazias. Acho que nem todos estão prontos pra lutar e ver o triunfo. Existem muitas almas pequenas que não seriam capazes de suportar a vitória. O mais fraco é aquele que não sabe o que é mesmo sendo. E não tem explicações pras suas atitudes, mesmo fazendo. Ser influenciável é um dos piores males da atualidade. Por isso não se deixe moldar pelo que os outros acham que seja legal, faça o seu legal acontecer, do seu jeito. Pois o difícil não é se perder, o impossível é saber quem realmente somos. Caminhos. [minha autoria]
Sabe aquela lágrima que você derramou ontem a noite antes de dormir? Lembra-se do motivo? É difícil não é? Sofrer tanto assim por alguém que você ama, e que, provavelmente, não liga pra você. Sua vida é complicada, é difícil, mais do que qualquer um possa imaginar. Todo o dia você tem que colocar aquele sorriso lindo que você tem no rosto só para esconder as suas lágrimas. E toda vez que você entra embaixo do chuveiro é só para poder desabafar e colocar para fora todas aquelas lágrimas que você segurou o dia inteiro. Você pode evitar o máximo possível, mas você sabe que quando você for se deitar é nela em quem você vai pensar. Pode chorar querida, não é um erro, é uma necessidade. Você precisa colocar para fora toda a dor que já lhe causaram. Você está sendo forte por guardar tudo isso só para você, nunca se julgue fraca, porque você não é. E eu sei você sabe, e todas as garotas do mundo sabem como é isso. Só continue sendo forte. [minha autoria]
Hoje já não tenho mais saudade. Já não tenho mais vontade. Já não tenho mais lágrimas. Já não tenho lembranças. Sofrimento igual aquele eu nunca vi igual, o quanto sofri. O quanto me segurei pra não gritar, correr, fugir da dor que não passava, que remédio nenhum amenizava, e que ao pior feria fisicamente ate então. Nunca foi fácil, nunca foi só de momentos bons, mais também nunca valeu a pena. Mas mudei, cresci. Já não quero um abraço apertado, nem um beijo, ou uma carta de amor, me fechei, me guardei só pra mim. Coração cansado, renovado hoje já não sei, mas também não faria muita diferença, ele esta aqui não esta? Batendo, vivendo, sorrindo. Não perco mais noites pensando, na verdade eu penso muito sim, em mim. Não me importo que sofram, que chorem, todos passam por isso, eu passei, você pode passar, seja por mim ou não. Pode ate ser um pensamento egoísta, mas chega uma hora que você se torna mais importante que qualquer coisa. Não me peça amor, não me peça sentimento, você não sabe um terço dessa palavra, me peça carinho, me peça afeto, amizade, um abraço, um conselho. Não me culpe, me entenda. [minha autoria]
Se viemos do até então desconhecido, por que gastamos tanto tempo tentando desvendar o futuro? Somos fruto do questionamento, das experiências (boas ou ruins) e daquilo que tocar-nos a alma. Idealizar nada mais é do que uma tentativa frustrante de fazer do amanhã melhor do que o hoje. VivaSintaAme… Mesmo que em silêncio. Aprenda a aceitar com dignidade a palavra não, tendo em mente que, Deus traz o que é de nosso merecimento, e leva o que já não nos serve mais. E para cada coração partido, sempre existe um novo sonho e meia dúzia de velhos amigos que lhe caem bem. Somos tão pequenos, em matéria, mas nossa alma pode ir muito mais além: muito mais além de um preconceito, muito mais além de um momento de raiva, muito mais além de um ressentimento, muito mais além da obsessão por algo que não é nosso (mesmo que tenha sido um dia), muito mais além do medo de ficar sozinho, muito mais além de toda e qualquer ideia pequena. Às vezes limpamos a casa, esvaziamos as caixas e trocamos as músicas do iPod, visando recomeçar, mas nada disso tem valor quando ainda estamos apegados ao passado. Liberte-se. Olhe-se no espelho todas as manhãs, e veja a única pessoa pela qual vale a pena lutar. Tudo que te é essencial habita dentro de você. E, no fundo, você sabe; a gente sempre sabe. Não encontramos muitas respostas porque as buscamos no mundo, enquanto essas vivem dentro de nós. [minha autoria]