Oi, meu nome é Jessica, tenho 16 anos. Ontem eu estava na casa dos meus tios, coisa normal de se acontecer nos domingos. Claro, já decorei o que sempre acontece lá; festa, bebedeira, risadas, dançinhas, e tudo mais. Mais ontem, o meu domingo foi diferente. Estava eu, e minha prima subindo as escadas, pra irmos até o apartamento de minha tia, mais minha prima decidiu não subir, pois estava com preguiça. E claro, eu precisava pegar a bolsa que estava às roupas do meu irmão, então pedi pra ela que me esperasse que eu já desceria. Eu subi todas as escadas, sem medir esforços. Cheguei lá, abri a porta do apartamento, e estava lá, meu tio, fiquei quieta, pedi licença, e fui pegar a bolsa do meu irmão. Peguei a bolsa, e fui até a sala, cheguei na sala. Levei um susto, ele me pegou fortemente pelos braços, eu fiquei imóvel, eu não conseguia gritar, eu não conseguia falar nada. Fiquei apavorada, tentei sair de seus braços, cada vez mais ele me apertava. Eu não sabia o que eu fazia, ele me colocou na parede, começou a cariciar meu corpo, começou a beijar meu pescoço. Naquele momento eu pedi pra morrer. Ele tentou tirar a minha roupa, mais não tinha como. Pois ele sabia que à qualquer momento alguém poderia chegar. E isso foi a minha salvação, pois o pior não foi isso, o pior foi quando ele baixou as calças, e pediu para que eu fizesse aquilo, aquilo mesmo. Mais eu não consegui, eu comecei a passar mal. E mesmo que ele quisesse, nunca isso iria acontecer. Ele podia me bater, me espancar, mais eu não ia fazer o que ele queria. Eu estava com nojo, muito nojo. Ele escutou barulho de gente nas escadas, me jogou no chão, e sentou no sofá, como se nada tivesse acontecido. Fui até o banheiro, me tranquei, chorei, chorei muito, fiquei com nojo, nojo de mim, de me olhar no espelho, e ver que um homem asqueroso tocou no meu corpo. Sai do banheiro correndo, abri a porta, e não olhei pra trás. Passou bastante tempo, e pedi pra vir embora minha mãe pediu para que meu primo trouxesse a gente pra casa. Parece que aquele homem, adivinhou que eu tinha que me despedir deles. Adivinhou que a gente estava indo embora, dei de cara com ele na porta. Dei tchau pra ele, ele me olhou me puxou, e olhou fixamente pra mim, e disse, volte no final de semana que vem. Naquele momento, minhas lágrimas não se conterão, quando percebi, não avia mais o que fazer. Ele disse que se eu contasse pra alguém, ele ia fazer algo comigo. Naquela hora, eu não medi as consequências. Mais como pode? Ninguém acreditou em mim, nem mesmo minha mãe. Quem me dera se meu Pai ainda estivesse aqui, ele iria ver que eu não estava mentindo, e mataria aquele homem, que abusou de mim. Estou me sentindo um lixo. Estou com nojo de mim. Estou com nojo de me olhar no espelho, e me lembrar das mesmas senas a todo momento.

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