Acreditar: é isso que esperamos dos que nos leem. Eles nos escutam, mas não nos levam a sério. Eles nos esperam, mas não nos entenderiam. Os motivos pelos quais te escrevo são tão claros que nem eu mesma sei. Somos moldáveis, falamos e soa como se estivéssemos a pronunciar palavras soltas, vagas, que sempre deixam o corpo vazio, o copo vazio, palavras que nos deixam sedentos. A sede é outra. O delicioso cigarro que me mata um pouco a cada dia, é o mesmo pelo qual me apaixono. Ele é verdadeiro, não camufla suas reais intenções. Compro-lhe e presto muita atenção nas tais palavras, venenosas, doces para os meus olhos-ouvidos-boca-corpo: fumar mata, faz mal. E eu entendo perfeitamente a sua preocupação com quem o traga. Anunciar e destruir. 365 dias se vão todos os anos, um por um. E veja, palavras ainda são vistas como brinquedo. Estão sempre soltas, desconexas... Ou simplesmente anunciando um suicídio, um pequeno suicídio particular. Necessário.[minha autoria]

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