segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Me isolei, odeio incomodar os outros. Mesmo quando sou eu quem menos me aguenta. Foi estranho e repetido, eu já tinha visto aquilo e me perguntava se já não estava ultrapassado demais pra me parecer tão vivo, não novo, mas de novo.  Parecia ser janeiro, parecia ter voltado a estaca zero, parecia que alguém tinha acordado toda a dor — depois de todo silêncio es-forçado que fiz para mantê-la adormecida. Não chorei, eu nunca choro. Nem sorri, é o que as vezes faço para parecer bem, ou pelo menos um pouco menos mal, humorado. Quem me dera fosse um problema de humor, mas o humor não passa de mais uma vítima desse vai e vem que nunca se vai. O mormaço que o Sol faz após a chuva adoeçe, enfraquece, pesa o ar quando se quer, mas os pulmões não se permitem parar de respirar. Porém, sei que não é o clima, então vivo culpando o tempo. Que por menos incrível que pareça está passando, só não leva nada. Só, vou me levando, enlouquecendo, por estar cada vez mais dentro, e me sentir cada vez mais longe de casa. [minha autoria] 

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