quinta-feira, 9 de junho de 2011

Eu já senti varias vezes a sensação de estar realmente viva. De saber que eu sou importante para as pessoas, de querer sinceramente se sentir presente na vida de alguém. Só que agora eu não sinto mais isso.  Com o tempo, de repente isso acontece com você! Você conhece novas pessoas, se afasta de pessoas e certas coisas, que você tinha como uma base de vida. É, o mundo da voltas. E chega uma hora que você cansa de dar tantas voltas e chega ao ponto de resolver não sentir mais nada. Você começa a fazer coisas que não é acostumada a fazer, e normalmente depois, você se arrepende de ter feito todas aquelas coisas. Coisas banais e até mesmo erradas, que depois de feitas só iriam te trazer perdas e problemas; Mais só que era justamente essas coisas, que faziam eu me sentir viva! Mesmo pelo pouco tempo que fosse eu me sentia viva apenas naqueles momentos. Mais depois, para o meu azar, ou até mesmo sorte, eu não sei! Nem mesmo essas novas coisas faziam eu me sentir-se viva. Foi ai que chegou o meu momento de não sentir mais nada. Eu passei a ser uma nova pessoa. Passei a ser feliz por fora mais na verdade estava sempre triste por dentro. Passei a me sentir qualquer uma no mundo. Assim fui me tornando triste, sozinha e machucada por dentro. Mais não só pelo fato de ter sido machucada e afetada por pessoas, e sim também por eu mesma ter machucado e afetado algumas pessoas. Pessoas importantes para mim! Depois disso eu decidi que seguir sozinha era o melhor pra mim; ou até mesmo para todos! Comecei a tentar esquecer um pouco das pessoas que eram mais próximas a mim. Parei até mesmo de velas por um determinado tempo. A cada dia que eu passava sem a presença dessas pessoas no meu dia-a-dia, ficava mais fácil e difícil para mim. Fácil, porque eu pude perceber que elas não fizeram a mínima questão de saber o motivo pelo qual eu havia me afastado delas. A parte difícil era para o meu coração. Ele sentia o arrependimento de ter se entregado abertamente a essas pessoas, e elas não tiveram se quer a compaixão de saber o motivo da minha ausência. E isso me fazia sofrer ainda mais.  Tudo isso que eu passei, me fez ver e entender uma coisa: viver não significa estar viva. Depois dessa conclusão, ainda me restava um propósito. Um grande propósito! Que mesmo eu não me sentindo viva, eu sabia que ele me protegia e só me queria bem.  A minha família; eles eram o resto que sobrou de mim mesma. Era apenas por eles que eu sabia que sentia algo realmente sincero. Mais infelizmente, nem mesmo eles conseguiam preencher a dor e o vazio que o culpava o meu coração; que ocupava todo o meu ser.  Assim, passavam-se semanas, dias e até mesmo meses, e eu continuava a me sentir sozinha, com aquele vazio no coração. Tinha contato apenas com os meus pais e algumas pessoas da escola. Eu evitava todos ao máximo! Era melhor assim. Eu não queria me passar por falsa quando começassem as perguntas, as risadas, as brincadeiras... Isso tudo ia ser demais pra alguém que tinha um coração quebrado e vazio. Eu só sabia que ele batia pelo fato de eu estar tecnicamente viva. Porque fora isso eu não sabia se ainda me restava aquele coração de menina; de uma menina feliz que estava sempre fazendo todos rirem ao seu redor. Aquele coração que batia forte por aquele velho amigo... que um dia deixou de ser amigo pra se tornar algo a mais. aquele coração que já sentiu varias emoções e o imenso prazer de existir... Esse coração me pertencia. Hoje em dia não sei se ele existe mais... 

                                                                                             [minha autoria] 

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