Sempre fui adepta as palavras. Acreditava piamente que elas eram mais do que importantes. Que eram tudo; Pensava que, para ser feliz, precisava ouvir o outro. Só é amado quem ouviu ser amado, imaginava. Ainda acho importante, mas no meio do caminho, algumas coisas mudaram. Pois é. A vida ensina, não é mesmo? Ensina e muito. Ainda acredito nas palavras e faço muito uso delas. Mas, aprendi que gestos e olhares falam. E falam alto. Dispensam a graciosidade na formação de uma frase. Aprendi que um olhar pode tocar no fundo da alma. Pode dizer inúmeras coisas; Disparam corações. Gestos idem. Um carinho inesperado. Um aperto de mão. Um sorriso no meio de uma troca de olhares. Ah, os sorrisos! Ando bem mais observadora. Prestando atenção nos mínimos detalhes. Não só de uma pessoa em especial. De todos, na verdade! A gente precisa estar atento aos sinais. As histórias sem falas. Essas declarações mudas. As pessoas falam com os olhos. Sorriem com os olhos. Encantam; Sem dizer nada, acabam dizendo tudo. Ainda uso as palavras. E muito. Vira e mexem elas aparecem. Em linhas tortas, frases sem nexo. Mas, ah.. Aprendi que não preciso tanto delas. Nem sempre. Não preciso de nada dito quando posso só observar e ser observada. [minha autoria]
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