sexta-feira, 27 de maio de 2011

Coisas Pessoais.

Sozinha mais uma vez, eu chorei. Talvez realmente sem motivos. Deitada em minha cama, eu molhava o lençol rosa com minhas lágrimas tristes. E os barulhos dos meus gritos ecoavam no cômodo pequeno. Da casa vizinha, vinha uma música baixa que dizia "Pensa em mim, que eu estou pensando em você" e comecei a lembrar de quando te falava isso ao me despedir. Você falava ‘pode deixar’ e eu sorria, acreditando. O tempo ia passando devagar, nossa amizade crescia aos poucos. E aquilo me agradava. Você sempre foi bom para mim, sempre se preocupou com meus problemas. Às vezes me ligava só para perguntar como eu estava, e aquilo fazia eu me sentir importante. Agora ainda me pergunto se eu deveria te culpar pelo que aconteceu, ou te agradecer pelo que me proporcionou. E acabo ficando com a segunda opção. Afinal, nunca foi do meu caráter culpar alguém. As lágrimas continuavam descendo, e eu não conseguia sorrir. Às pessoas ultimamente me perguntavam: ‘você está triste?’ e eu respondia que não, com um sorriso fingido na cara. Decidi então te guardar como uma lembrança boa, e percebi que a unica lembrança que eu tinha de você eram poucos momentos, que só estavam em minha mente. E aquilo me fazia duvidar se tudo havia sido real, ou um sonho interessante. Mas sim, era real. Afinal sonhos não quebram corações não é verdade? Demorei certo tempo para me acalmar, mas sei que aquilo foi importante para mim. Fez-me refletir sobre várias coisas, e também contribuiu para que eu me tornasse mais forte. Cansada, eu levantei da minha cama e fui à janela, o vento soprava bastante naquele fim de tarde, mostrando a liberdade que tinha de ir a onde quiser, e no momento que quiser. E senti inveja dessa liberdade. Olhei para o alto, fechei os olhos. E agora o que reinava em mim, não era tanto a felicidade intensa, mas sim uma paz. Que por sinal me agradava bastante, e me fazia acreditar que mesmo não estando perto de você, eu poderia ter a certeza de que olhávamos para o mesmo céu, e aquele mesmo vento que exibia sua liberdade, nos tocava igualmente. [minha autoria]

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