Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém; Provavelmente a minha própria vida.
terça-feira, 22 de março de 2011
Jackeliný? - Susane faleceu!
Parece que foi ontem, que você estava aqui do meu lado, rindo, falando bobagem, brigando comigo e eu com você. Parece ontem que estávamos abraçadas, sempre tão juntas. Parece que foi ontem também, que você morreu! Por que a dor ainda continua a mesma, até maior, nem parece que quetros anos se passaram. Você estava tão bem, estava com aquele sorriso alegre que você sempre carregava nos lábios, estava arrumando confusão como sempre você arrumava, você estava dando sua cara a tapa por aquilo que você acredita, como sempre você fazia. Era de madrugada, tudo estava normal. Era uma sexta feira normal, ou pelo menos era pra ser. Tínhamos discutido no dia anterior, mais já estávamos bem, nos despedimos apenas com um ‘tchau’, não ouve nenhum abraço como a gente sempre fazia, não desejamos nenhum bom final de semana uma pra outra como sempre desejávamos; Acho que não desejamos por que não iria ser bom. E realmente não foi. Era 1h e alguns segundos, me lembro perfeitamente à hora. Meu celular tocou e alguém do outro lado disse: ‘Jackeliný, chame su mãe a Susane faleceu’ De repente meu mundo parou tudo ficou escuro e depois claro, minhas pernas não agüentavam mais meu corpo. E minhas mãos não conseguiram segurar meu celular de tão tremulas que estavam; Eu lembro que uma lágrima correu sobre meu rosto, eu não estava acreditando. Então tudo ficou escuro novamente, e depois acordei com minha mãe gritando meu nome. Não dei nenhuma explicação, simplesmente sai correndo em direção a porta, fui até minha tia que fica algumas quadras aqui de casa; Fui barrada por que não poderia entrar, logo me praguejei por ter discutido com você justo naquele dia, por não ter te convidado pra ir lá em casa como todas as sextas eu convidava, por não estar do seu lado no momento que você mais precisou de mim, por não ter chances de ter salvado você. Sua mãe veio chorando na minha direção e me deu um abraço, não dissemos nada uma para outra, pois não havia palavra para falar, o abraço falou por nós. Então voltei para casa, eu não chorava não tava desesperada, não gritava, não falava com ninguém. Simplesmente a ficha ainda não tinha caído; A primeira coisa que eu falei, foi pra obrigar a minha mãe a me prometer que você iria ficar bem, que você iria voltar e viria me dar um abraço. Depois que ela me prometeu me calei de volta; 4h59mn da manhã meu celular novamente tocou, e a primeira coisa na manhã de sábado que eu ouvi foi: ‘A Susane morreu’. Novamente eu não chorei dessa vez não vi escuridão nenhuma, minhas mãos agüentaram o peso do celular, e eu fiz uma coisa fora de mim, cai na gargalhada; E logo em seguida comecei a chorar de novo. Foi horrível te ver naquele caixão, foi horrível ver que eu não poderia fazer nada pra ter você de volta comigo. E eu fiz uma coisa que eu nunca imaginei que faria me agarrei a você! E comecei a falar que te amava que você era a minha irmã. Como se você fosse escutar. Eu acho que no fundo, eu tinha alguma esperança que você se levantasse e me respondesse, tinha esperança que tudo não passava de uma brincadeira sem graça. Minutos se passaram e nada de você levantar, nada de falarem que era uma brincadeira; Olhei para sua mãe e ela estava tranqüila, olhando para você como se fosse um desconhecido. Depois que fui reparar que ela estava dopada; Eu sei que ela sofreu mais do que eu, sei que é mais fácil uma filha enterrar uma mãe do que uma mãe enterrar a filha. Então ela me olhou, ficou me olhando por alguns segundos e então abriu o braço, e me pediu um abraço. Coisa que minha mãe não fez no momento mais difícil da minha vida. Em vez de eu consolar sua mãe ela que estava me consolando; Só sei que eu chorei como nunca chorei em toda minha vida. Minha Susane, minha bebê, minha menina do sorriso perfeito, estava ali deitado, num caixão na minha frente. Você que era tão elétrica tão cheio de vida, estava ali, com os olhos fechados e as mãos cruzadas uma em cima da outra. Você, justo você. Porque? Me diz, Porque? ): Cedo ou tarde, a gente vai se encontrar tenho certeza, em uma bem melhor! [minha autoria]
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