Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém; Provavelmente a minha própria vida.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Já errei muito, e acertei também.
Já paguei muito mico. Já fui traída por pessoas que amava. Já tive momentos inesquecíveis com muita gente. Já li muitos livros. Já me escondi debaixo da cama. Já fugi de casa mas voltei no mesmo dia. Já quebrei meus óculos tantas vezes. Já errei na janela no MSN. Já cai de cabeça na piscina. Já chorei de amor e de alegria. Já liguei para alguém e desliguei, só para ouvir a voz. Já escondi uma lata de leite condensado dentro do guarda-roupa. Já briguei com meu pai. Jã viajei de avião. Já contei estrelas e tive medo de criar verrugas nos dedos. Já saí escondida de meus pais. Já cometi tantas burradas.. Já aprendi a levantar depois de um escorregão. Nunca consegui me entender. Nunca revelei um segredo. Nunca imaginei me sentir tão feliz ao reencontrar alguém. Nunca vou esquecer do dia que caí na piscina. Nunca aprendi a não reclamar demais. Nunca tive a coleção inteira da barbie. Nunca consegui falar o que sinto com as palavras certas. Nunca vou esquecer da conversa que tive com meu pai quando viajei pela primeira vez com minhas amigas. Nunca considerei a palavra nunca um fim para sempre. Não sei mexer as orelhas. Não morro de amores por um bife à milanesa (por chocolate sim). Não tenho paciência comigo mesma. Não consigo disfarçar o que sinto. Não tenho coragem de comer minhoca, nem numa aposta. Não penso em ser perfeita. Não tenho medo de avião. Não acho graça em morar sozinha. Não gosto de ficar sozinha. Não consigo passar um dia só estudando. Não vejo problema algum em sempre mudar de opinião. Quase morri depois que bati a cabeça. Quase morri de novo, por amor. Quase ganhei um bolão. Quase acreditei em Papai Noel. Quase enlouqueço quando não atendem o celular ou não respondem no MSN. Quase perco a compostura se falam gritando comigo. Quase constipei de tanto chorar. Quase fui ao delírio quando vi alguém. Quase cometi outra burrada. Quase gritei com meus pais. Quase “matei” minha irmã. Quase desisti de tudo por motivos bestas. Quase gaguejei de emoção ao ter conversas sérias. Quase disse eu te amo para alguém que não merecia. Quase vivo implicando comigo mesma por não saber ao certo o ponto de conter e o de ultrapassar as intensidades da vida. Ainda hei de viajar o mundo. Ainda terei o meu consultório. Ainda pretendo caminhar bastante por esses chãos de Deus. Ainda espero viver sem medo de me machucar. Ainda vou fazer uma promessa de não reclamar e não comer chocolate. Ainda vou fugir de casa por mais de um dia. Ainda vou chorar vendo filmes e mais filmes. Ainda vou rir muito. Ainda guardo lembranças dolorosas. Ainda gosto de fazer brincadeiras sem graça. Ainda quero crescer. Ainda anseio explorar outros de mim. Ainda danço em frente o espelho arrumando para alguma festa. Ainda quero passar mais madrugadas no MSN. Ainda vou fazer as minhas tatuagens. Ainda conseguirei falar o que quero com as palavras certas. Ainda saltarei de paraquedas. Ainda perderei tudo e qualquer medo de viver sempre feeliz! [minha autoria]
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